nessa semana de empolgação com os bizorros de Liverpool, vamos com covers tão bons quanto os originais - ou até melhores mesmo, mas fala baixo.
uma óbvia
uma obrigatória
uma do I am Sam
uma porque a Van sugeriu
uma porque é suja e agressiva
nessa semana de empolgação com os bizorros de Liverpool, vamos com covers tão bons quanto os originais - ou até melhores mesmo, mas fala baixo.
uma óbvia
uma obrigatória
uma do I am Sam
uma porque a Van sugeriu
uma porque é suja e agressiva
aproveitando a empolgação com o show do Paul, vai aí um top 5 Beatles, válido por 2011 (ordem variável):
2000: esse é o ano que saí do meu quarto em Francisco Beltrão pra sala de aula universitária em Curitiba.
e, às vezes, pro meu quarto de pensão.
(seria glamuroso eu poder me pintar de anti-herói e inverter a setença, dizendo ter passado mais tempo no quarto da pensão - que seria suja e violenta - e menos na sala de aula, mas não seria verdade, tampouco meu desejo. e não, a pensão não era ruim, só era desinteressante.)
depois de passar em Publicidade, eu precisava viver em Curitiba. pra isso precisava de abrigo (pensão), alimentação (pensão + Restaurante Universitário), livros (biblioteca + xerox) e música.
equacionemos o problema:
pensão = quarto de pensão
quarto de pensão = eu + 3 indivíduos. logo, quarto de pensão diferente de som ambiente.
pelo teorema de Pavel, a solução é 2 X (fone de ouvido).
ou seja, em 2000 música + pensão = walkman.
(não era tão pequeno, mas na época era a ideia de portátil)
após equacionado, o produto da solução era um walkman + 30 CDs.
foi preciso converter isso em momentos de 30 + 30 minutos - embora as fitas da BULK permitissem quase 33 de cada lado.
gravei toda a Legião Urbana em fita.
Todo o Rage Against The Machine e todo o Radiohead.
e eu fazia o máximo de música cabver no mínimo de fita magnética.
(uma fita pródiga tinha metade do Evil empire no A e Cazuza ao vivo no B)
horas criando coletâneas improváveis e inadmissíveis até resolver fazer listas e fitas para alguéns.
a pequena caixa de música da Aiwa se alimentava de baterias AA e alimentava meus almoços e trechos, alimentava minha resistência as 'mais pedidas da pensão' e minhas leituras.
(ah, eu levava a literatura tão a sério naquela época)
eu ia com quilômetros de fita no meu bolso e uma trilha sonora à pilha na vida.
irregularmente tenho publicada dicas de que quadrinhos comprar se você nunca leu HQs. mas que tal uma outra opinião?
e que tal a opinião de um especialistão?
saiu no blog da revista Época umas dicas do Sidney Gusman em uma conversa com o André Solitto, ambos meus camaradas lá do Universo HQ. acompanha aí:
Vamos lá, mais algumas obras indicadas para quem está interessado em ler quadrinhos, mas não sabe por onde começar. As regras que norteiam a criação dessa lista estão aqui nessa postagem.
Como o título indica, essa já é quarta vez que trato desse tema e só devo parar quando reunir umas 30 obras (ou eu me cansar). Pra ver todas as partes da lista, procure pela sugestiva etiqueta por onde começo? lá embaixo. Ou aqui.
Simbora?
Noturno - Giancarlo Berardi & Ivo Milazzo (Opera Graphica)
Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo formam a dupla de criadores italianos responsáveis pela série de sucesso Ken Parker. A arte de Milazzo é um espetáculo e os roteiros de Berardi são inteligentíssimos. Noturno é um álbum curto, composto por 6 histórias, com alguma metalinguagem, algum grau de "metaHQ" e muita sensibilidade. Fellini não deixou a produção cultural italiana impune.
Indicado com força pra quem: curte quadrinhos italianos; curte histórias bem contadas; curte a arte de Milazzo.
Copacabana - Lobo & Odyr (Desiderata)
A arte suja de Odyr casa perfeitamente com a história de submundos criada por Lobo. Uma das melhores visões do Rio de Janeiro, desencantada, real e agressiva, mas ainda sim, muito bonita. Copacabana é imperdível. Leia a resenha AQUI.
Indicado com força pra quem: curte Nelson Rodrigues; curte histórias cariocas sem o padrão Globo de qualidade; acredita nas boas intenções.
Sábado dos meus amores - Marcello Quintanilha (Conrad)
Poucos sabem trabalhar o momento como faz Quitanilha. Antes ele assinava as HQs como Marcello Gaú. Mudou de nome, mas manteve a linha de trabalho. Um Rio de Janeiro de periferia, coberto por uma dose de lirismo visual em vez de violência, embalada em arte realista. É uma das HQs que mais gosto, pra ser lida aos pouquinhos, deixando que ela mande no tempo que passa ao redor. Além de tudo, é um dos primeiros álbuns nacionais pra Ipad. leia a resenha AQUI.
Indicado com força pra quem: curte lirismo visual; acredita em um Manuel Bandeirismoda vida; curte arte realista.
2010 acabou, mas a lista de sugestões de quadrinhos do tio Lielson continua. Aqui está a primeira parte da lista e as regras que norteiam a escolha dos títulos. Sem enrolação vamos lá:
Xampu – Lovely Losers (Devir)
Roger Cruz ainda é mais conhecida pelo seu trabalho pra Marvel nos anos 1990. Ainda que o reconhecimento seja maior, não é dessa época o parâmetro de seu trabalho em Xampu. Nada de super-heróis aqui ou aquele traço que usou na época. É a história de jovens paulistanos nos anos 1980, mas sem os topetinhos ou músicas sintéticas. Os personagens vivem em um ambiente de rock farofa. E a força do álbum surge no encontro gradual das histórias. Sem falar que arte de Cruz está muito bonita e sua narrativa é excelente. Recomendado. Leia a resenha.
Indicado com força pra quem: curte histórias autobiográficas, quem curte os arredores do cenário musical, quem curte os anos 80
Jimmy Corrigan – O garoto mais esperto do mundo (Quadrinhos na Cia)
Muita gente diz que esse álbum é o Ulisses (James Joyce) das HQs. Fora o exagero, há alguns motivos. Chris Ware levou a narrativa, composição de página e quadros a um nível poucas vezes experimentado nos quadrinhos. E tudo ao memso tempo! Uma leitura lenta e pesada, com uma história de rasgar os olhos de chorar. O (des)encontro de um filho, Jimmy, com seu pai, que o abandonou. Aí que está a diferença com o romance de Joyce: mesmo com todo o marabalismo verbal, Ulisses é livro com humor e mais leve. Mas vale a leitura. Olha a resenha.
Indicado com força para quem: curte experimentações de linguagem, quem curte histórias de pais e filhos, designers.
Malvados (Desiderata)
André Dahmer tem um trabalho irônico, ácido e mal-humorado. E sensacional. Teve repercussão a partir da internet e hoje é um dos melhores humoristas nacionais. Em vez de me ler, leiam o Dahmer direto na fonte.
Indicado com força pra quem: curte um mal-humor engraçado, tem vergonha do ser humano, curte tiras em quadrinhos.
E a lista continua em outra postagem...
Apesar da demora, vai aqui a segunda parte (de muitas outras partes) da lista com indicações de álbuns de histórias em quadrinhos. As três primeiras indicações e as regras de escolha estão na primeira postagem.
Tenho pensado bastante e até dançado o doido pra criar uma lista menos "clichê".
Mas já estou achando que tanta insistência ao redor de algumas obras deve ser por culpa da qualidade que as desgraçadas têm. A elas:
Eu admito: não me sinto nada original e cogitei até não escrever sobre isso.
mas por fim, me meti atrás do teclado e está aí: algumas graças da tradução de títulos de filmes. eu, um entusiasta de listas (leu o blogue ontem?), categorizo em pelo menos três essas traduções:
Tipo, totalmente em português brasileiro
Esse não é dos piores, mas ser uma espécie de metalinguagem, já que o título original se perdeu na tradução, é do caralho.
já esse é totalmente criativo: haja capacidade pra sair de A corda e chegar a Festim diabólico.
Como alguém consegue ver este filme e falar: já sei! que tal Mistérios e paixões? levei anos pra saber que uma adaptação do livro existia.
Totalmente em, tipo, português europeu
Apesar de Um corpo que cai ser bastante legal, os lusitanos nos moeram: A mulher que viveu duas vezes. Jesus multiplicou pães e peixes. os tradutores, palavras
esse, confesso, é que motivou a minha postagem. creio que Sacanas sem lei fale por si só.
Se você achava que Os reis do iê-iê-iê era o fundo do poço, nossos amigos lusitanos abriram os porões do poço: Os Quatro Cabeleiras do Após-Calypso. repetindo: Os Quatro Cabeleiras do Após-Calypso. a partir daqui, tudo é anticlímax
Meio português, meio inglês, sem azeitonas
o nome do filme se refere a uma tecnica de revelação fotográfica, mas algum cabeçudo precisava socar um explicativo "depois daquele beijo". que ao lado de Blow up, significa nada e confunde muito.
Se você achava Um beijo roubado brasileiro ruim, que tal My blueberry nights - o sabor do amor?
sim, você já viu antes. sabe como se pede esse filme em Portugal? "você tem Lost in translation - O AMOR É UM LUGAR ESTRANHO? Com a Scarlett Johansson, Bill Murray?"