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quarta-feira, setembro 12, 2012

Gibiteria e Quinto Mercado de Pulgas

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sexta-feira conversarei com Diego Gerlach, DW e Pedro Franz na Gibiteria, na praça Benedito Calixto. vai ter lançamento de Alvoroço, do Gerlach e do terceiro volume de Promessas de amor a desconhecidos enquanto espero o fim do mundo, do Pedro. o DW e eu vamos lá pra avacalhar, embora ele possa pelo menos falar sobre a HQ que está terminando.

sábado, às 11h30, estarei em uma mesa sobre quadrinhos infantis, no Mercado de Pulgas, com Cassius Medauar (JBC) e Paulo Maffia (Abril/Disney). o evento vai ser bem pertinho do metrô Vila Mariana.

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quinta-feira, julho 14, 2011

Gibicon

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as coisas na vida são bem... bem... do jeito que são.

eu sempre usei o Universo HQ como referência pra escolher os quadrinhos a comprar.

ainda faço isso, mas hoje eu também sugiro leituras pra outras pessoas nas 200 resenhas (malomenos) que já fiz.

mas aí é outra história.

amanhã começa a Gibicon, um evento de quadrinhos aqui em Curitiba. coisa que um eu de 11 anos atrás teria adorado participar.

e hoje eu adoro poder ajudar isso a acontecer.

não quero engolir nenhum mérito pelo evento - eu apenas escrevi parte dos textos do site.

José Aguiar, Fabrizio, Fernanda e muitos outros merecem isso, mas não é sobre isso.

é sobre que amanhã começa o lance.

se estiver em Curitiba, apareça no Paço da Liberdade, no Solar do Barão, no Memorial...

meu eu de hoje vai levar todos os meus eus lá.

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quinta-feira, maio 05, 2011

As incríveis aventuras das conversas entre pai & filho

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mais uma da etiqueta inexistente Oficina do nelson de Oliveira. essa era sobre uma relação entre pai e filho.

olha aí:

Acho que foi o pai quem sugeriu o topo do prédio para “conversar”. O filho já sabia o peso da cena: papo de pai pra filho.

clichê.

Subiram as escadas e chutaram poeira em silêncio pelo terraço. O pai foi até a mureta que separava teto e chão, colocou o pé e apoiou os braços na perna; gostou do calor no rosto e do som do vento. O filho, cumprindo bem seu papel, parecia brutalmente desinteressado.

O pai o chamou com um gesto silencioso, porém gentil. Que mais poderia fazer o filho, se não ir? O pai pesou a mão no ombro do rapaz, que manteve as suas nos bolsos da calça.

O pai tirou sua mão do ombro do filho e sem olhar pra ele, falou: “Filho, a vida é uma coisa louca. Hoje estamos vivos, amanhã não estamos mais.” O filho não pode deixar de pensar – nem tentou deixar, na verdade - como o discurso parecia batido.

“Por isso quero que tenha cuidado ao andar por aí, não se exponha, guarde suas coisas pra si.”

O filho olhou para o pai. Achou que ele merecia, ao menos uma casca de atenção. “Nem sempre quem a gente ajudar, vai entender ou dizer um ‘muito obrigado’. Mas faz parte da... coisa toda.”

“É claro que a herança será sua, e você vai ter que continuar o meu trabalho."

O pai olhou para o filho, que dessa vez ignorou a situação copiada de tantos filmes.

"Você quer isso, filho?”

“Pai, eu até quero... Mas eu preciso MESMO usar uma capa?”

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sexta-feira, abril 29, 2011

Lançamento de La naturalesa

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amanhã eu converso com o DW na Itiban, pro lançamento do novo trabalho do cara, La Naturalesa.

a revista é o segundo número da MIL, que é uma proposta da Barba Negra e do selo Cachalote, de fazer tiragens de 100 edições a 10 pilas cada, gerando renda de mil reaus, tudo pro autor da revista.

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então, amanhã, na Itiban, às 16 horas. vamos? dá uma olhada na prévia do trampo do DW aqui:

 

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quarta-feira, abril 27, 2011

Em Buenos Aires - historietas

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aproveitei minha páscoa em Buenos Aires e entupi a mala de quadrinhos portenhos. ou melhor de historietas.

(para informações mais organizadas, consulte o ótimo livro de Paulo Ramos, Bienvenido, lançado pela Zarabatana, e o blogue do homem)

pensando em evitar que vocês passem pelo mesmo surto que eu na Fnac de Paris, vou tentar orientar algum interessado.

(parece frescura 'surto' e 'Paris' na mesma sentença, mas qualquer apaixonado por HQ que visse um andar gigantesto dedicado a centenas de títulos de autores que você desconhece por completo, não entenderia coisa alguma na hora e agora saberia porque consegui comprar apenas 2 álbuns)

certo, vou facilitar a vida de vocês.

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você já tem boa chance de conhecer o Quino (Mafalda) e o Liniers (Macanudo); alguma chance de conhecer Nik (Gaturro), Kioskermann (Eden), Salvador Sanz (Noturno) e uma minúscula chance de conhecer Hector Oesterheld, Alberto Breccia e Carlos Trillo.

esse povo todo aí tem alguma coisa publicada no Brasil já. digite os nomes em sua loja virtual favorita e veja o que aparece, dê uma olhada e caso simpatize com algo, COMPRE a versão nacional. se gostar, já tem um norte do que comprar em Buenos Aires, se não gostar, já tem algo a evitar.

existe uma obra clássica argentina chamada El eternauta que a Martins Fontes prometeu publicar aqui este ano. quando sair, não pense, discuta ou feche a mão, simplesmente compre.

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mas minha sugestão é que você anote estes três nomes: Hector Oesterheld, Alberto Breccia e Carlos Trillo.

pronto, compre alguma coisa de cada um deles. se quiser ir mais a fundo, compre álbuns dos artistas que trabalharam com eles.

explico: Oesterheld escreveu El eternauta e um monte de historietas boas e é referência obrigatória; Carlos Trillo é um dos roteiristas mais produtivos do mundo, há muito material bom dele; e Alberto Breccia desenha obcenamente demais. veja aí uma anima sobre a arte do mestre:

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recomendo, particularmente o cruzamento entre Breccia e Oesterheld e os materias escritos pelo Oesterheld e desenhados por Hugo Pratt; procure também por HQs da dupla Carlos Trillo e Eduardo Risso.

vá às livrarias e às comiquerias - no livro do Paulo há os endereços.

as três principais comiquerias ficam próximas umas das outras e se seu foco for comprar quadrinhos, sugiro que se hospede no Atlas Tower Hotel, muy próximo delas, de vários sebos e livrarias.

além disso, pegue o ônibus 37 em direção a Plaza Itália, desça na própria Plaza Itália e passeie pela feira permanente de livros usados.

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quarta-feira, abril 06, 2011

Jabazando

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o Liber é um cara legal.

(apesar de gostar de A origem e ir no cinema assistir Sucker Punch).

e ele fez uma História em quadrinhos com o Bukowski, que também é legal, apesar dos seguidores do velhote serem um porre - ou melhor, uma ressaca.

gostei demais do modelo dele para leitura na internet.

cliquem na figura abaixo, sigam as instruções e sejam felizes.

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quarta-feira, março 23, 2011

Eu falei na TV

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reportagem sobre quadrinhos da TV UFPR e palavra de um "especialista".

tsc-tsc-tsc

apesar de eu falar de A metamorfose do Peter Kuper, a reportagem mostra a do Crumb, porque a Gibiteca de Curitiba, onde a bagaça foi filmada, não tinha um exemplar e eu esqueci de levar o meu.

ah: eu maniatado sou mudo!

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quinta-feira, março 10, 2011

Dico (ou como fiz uma HQ infantil)

eu, a convite do Reinaldo, fiz um roteiro prum personagem dele, pra tentarmos o Prêmio Abril de personagens.

não deu.

é uma HQ infantil de 8 páginas sobre Dico, um menino que adora futebol.

a bela arte (não finalizada) é do Reinaldo. outro dia, posto o roteirinho que eu fiz.

HQ_Dico.pdf Download this file

 

 

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quinta-feira, março 03, 2011

Outra lista

irregularmente tenho publicada dicas de que quadrinhos comprar se você nunca leu HQs. mas que tal uma outra opinião?

e que tal a opinião de um especialistão?

saiu no blog da revista Época umas dicas do Sidney Gusman em uma conversa com o André Solitto, ambos meus camaradas lá do Universo HQ. acompanha aí:

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terça-feira, fevereiro 22, 2011

Lançamento de Ordinário

Hoje vou conversar com o genial Rafael Sica, na Itiban.

o camarada vai lançar lá seu livro Ordinário.

Conheça o trabalho do Sica, compre o livro na Itiban, veja o bate-papo e autografe.

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sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Lançamento de Gefangene na Itiban

é hoje!

vou lá conversar com o Koostela, na Itiban, às 19 agá.

tuíte com #itibansessions pra fazer perguntas e comentários sobre o bate-papo.

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quarta-feira, fevereiro 09, 2011

É hoje

Viu a parte do cartaz que diz bate-papo? então, eu que vou mediar.

a Gazeta deu a nota ontem.

(lá fica claro que sou um leitor capaz de dar conta de uma obra inacessível, densa e elaborada - :>p)

apareçaaaaam!

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sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Passei o dia todo

passei o dia todo acertando os detalhes da aula de amanhã.

(sim, amanhã me visto de professor e vou falar 8 horas sobre roteiro em uma pós-graduação de HQ).

por conta disso, a única coisa que está na minha cabeça é roteiro de HQ.

assim, vai um Alan Moore falando sobre seu trabalho:

<p>The Mindscape of Alan Moore - Parte 01 from Magister Templi on Vimeo.</p>

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sábado, janeiro 29, 2011

Jornal velho II

procurando uma imagem pra ilustrar a postagem de quinta-feira, encontrei tanta charges brilhantes do Angeli, que elas mereciam uma postagem própria.

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segunda-feira, janeiro 24, 2011

Eu vi Scott Pilgrim contra o mundo

e gostei.

já que parece inevitável falar disso, vamos à relação HQ Vs filme. (Scott Pilgrim é originalmente uma HQ)

eu fiz um mestrado defendendo que não importa a fidelidade ao original, mas sim a qualidade da nova obra em seu próprio meio, com relações de "espírito" entre elas.

é bem mais importante ser um bom filme, que o filme muito parecido com o gibi.

e Scott Pilgrim contra o mundo é muito divertido e se sai bem como comédia romântica de aventura, pra a geração que viveu os videogames.

o filme - inacessível ao meu pai - é viver em um videogame e concretizar metáforas: garota do seus sonhos, lutar por essa garota e superar os relacionamentos anteriores.

quando eu comprei a graphic novel, eu pensei: essa história não vai dar certo. a junção de elementos é tão absurda e improvável, e ao mesmo tempo, tão óbvia, que consegue ser muito boa. Comprei também o segundo volume e aguardo pelo terceiro. A versão gringa saiu em seis volumes; por aqui, a Quadrinhos na Cia. os compilou de dois em dois.

(até levei meu gibi pra Londres na metade do ano passado, o autor autografaria o lançamento da sexta e última edição por lá - mas não fui pegar meu rabisco).

metade do ano passado? peraí: se o filme saiu lá fora no segundo semestre de 2010, somando o tempo de produção, quer dizer que o final da HQ só foi feito depois do filme ter começado.

isso aí! e o autor do gibi aproveitou umas ideias do roteiro do filme pra fechar a história. e a relação entre os dois meios é inteligentemente pensada pelo povo da película. por exemplo...

o uso dos ícones é muito importante na HQ. pra manter esse clima, o filme aposta em onomatopeias visuais.

vale gastar um pouco de fósforo nisto, mas ainda não o fiz: o corte a transição de cena do filme (muito rápidas) tem muito a ver com a noção de corte de quadro na HQ.

mas deixando o formal de lado, a Ramona Flowers de Lee O'Malley é, pedantemente falando, uma Helena de Troia moderna e em pixels. representa um objeto de desejo, possível de ser conquistado e que vale uma guerra.

mais sobre a Ramona no blogue do Túlio.e aqui o som da banda do Scott Pilgrim.

eis uma animação pra ser vista antes do filme - mas pode ser agora mesmo:


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sábado, janeiro 22, 2011

Para ler no final de semana

Blogue de tiras francês deveras divertido, sobre Luc Lemploy, do quadrinista François S.

Emploi, se traduzido do francês, é "emprego, trabalho". Com a graça do artigo definido em francês Le se contrair em um singelo L' o nome do personagem evoca também L' employé, ou seja, "o empregado".

E todas as tiras (páginas) são sobre conseguir trabalho, entrevistas de emprego, entregar currículo,etc. E o mais estranho: são ótimas e não se parecem com Dilbert ou The Office!

A única exigência é ler em francês.

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sábado, janeiro 15, 2011

Lançamento da Café Espacial 8

nessa edição da Café Espacial tem conto da Van Rodrigues e texto meu sobre  o Godard. e tem mais:

o lugar é aprazível, a companhia agradabilíssima, a música boa. vamos?

 

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quinta-feira, janeiro 13, 2011

Quarta parte da lista

Vamos lá, mais algumas obras indicadas para quem está interessado em ler quadrinhos, mas não sabe por onde começar. As regras que norteiam a criação dessa lista estão aqui nessa postagem.

Como o título indica, essa já é quarta vez que trato desse tema e só devo parar quando reunir umas 30 obras (ou eu me cansar). Pra ver todas as partes da lista, procure pela sugestiva etiqueta por onde começo? lá embaixo. Ou aqui.

Simbora?

Noturno - Giancarlo Berardi & Ivo Milazzo (Opera Graphica)

Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo formam a dupla de criadores italianos responsáveis pela série de sucesso Ken Parker. A arte de Milazzo é um espetáculo e os roteiros de Berardi são inteligentíssimos. Noturno é um álbum curto, composto por 6 histórias, com alguma metalinguagem, algum grau de "metaHQ" e muita sensibilidade. Fellini não deixou a produção cultural italiana impune.

Indicado com força pra quem: curte quadrinhos italianos; curte histórias bem contadas; curte a arte de Milazzo.


Copacabana - Lobo & Odyr (Desiderata)

A arte suja de Odyr casa perfeitamente com a história de submundos criada por Lobo. Uma das melhores visões do Rio de Janeiro, desencantada, real e agressiva, mas ainda sim, muito bonita. Copacabana é imperdível. Leia a resenha AQUI.

Indicado com força pra quem: curte Nelson Rodrigues; curte histórias cariocas sem o padrão Globo de qualidade; acredita nas boas intenções.

Sábado dos meus amores - Marcello Quintanilha (Conrad)

Poucos sabem trabalhar o momento como faz Quitanilha. Antes ele assinava as HQs como Marcello Gaú. Mudou de nome, mas manteve a linha de trabalho. Um Rio de Janeiro de periferia, coberto por uma dose de lirismo visual em vez de violência, embalada em arte realista. É uma das HQs que mais gosto, pra ser lida aos pouquinhos, deixando que ela mande no tempo que passa ao redor. Além de tudo, é um dos primeiros álbuns nacionais pra Ipad. leia a resenha AQUI.

Indicado com força pra quem: curte lirismo visual; acredita em um Manuel Bandeirismoda vida; curte arte realista.

 

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quinta-feira, janeiro 06, 2011

Terceira parte da lista

2010 acabou, mas a lista de sugestões de quadrinhos do tio Lielson continua. Aqui está a primeira parte da lista e as regras que norteiam a escolha dos títulos. Sem enrolação vamos lá:

Xampu – Lovely Losers (Devir)

Roger Cruz ainda é mais conhecida pelo seu trabalho pra Marvel nos anos 1990. Ainda que o reconhecimento seja maior, não é dessa época o parâmetro de seu trabalho em Xampu. Nada de super-heróis aqui ou aquele traço que usou na época. É a história de jovens paulistanos nos anos 1980, mas sem os topetinhos ou músicas sintéticas. Os personagens vivem em um ambiente de rock farofa. E a força do álbum surge no encontro gradual das histórias. Sem falar que arte de Cruz está muito bonita e sua narrativa é excelente. Recomendado. Leia a resenha.

Indicado com força pra quem: curte histórias autobiográficas, quem curte os arredores do cenário musical, quem curte os anos 80

 

Jimmy Corrigan – O garoto mais esperto do mundo (Quadrinhos na Cia)

Muita gente diz que esse álbum é o Ulisses (James Joyce) das HQs. Fora o exagero, há alguns motivos. Chris Ware levou a narrativa, composição de página e quadros a um nível poucas vezes experimentado nos quadrinhos. E tudo ao memso tempo! Uma leitura lenta e pesada, com uma história de rasgar os olhos de chorar. O (des)encontro de um filho, Jimmy, com seu pai, que o abandonou. Aí que está a diferença com o romance de Joyce: mesmo com todo o marabalismo verbal, Ulisses é livro com humor e mais leve. Mas vale a leitura. Olha a resenha.

Indicado com força para quem: curte experimentações de linguagem, quem curte histórias de pais e filhos, designers.


Malvados (Desiderata)

André Dahmer tem um trabalho irônico, ácido e mal-humorado. E sensacional. Teve repercussão a partir da internet e hoje é um dos melhores humoristas nacionais. Em vez de me ler, leiam o Dahmer direto na fonte.

Indicado com força pra quem: curte um mal-humor engraçado, tem vergonha do ser humano, curte tiras em quadrinhos.

 


 E a lista continua em outra postagem...

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