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A fúriaTenso.
Zenilo estava tenso. Teso. No limiar duma explosão, qual um gato que olha assustado sem ser visto.
Toca o telefone. Zenilo olha. Toca. Ignora. Toca. Tu não vai atender não? Toca.
Zenilo adota a única atitude passiva possível: olha para o aparelho, pega-o na mão, gira na cadeira, puxa os fios que o prendem à tomado e atira-o contra a parede. Sorri e olha: Pronto...
O solitário aparelho espatifado no chão ainda deu seu estertotrinado final, ao qual Zenilo respondeu com o arremesso do monitor de se computador sobre o espatifado aparelho.
...Zenilo, eu acho que... o texto é interrompido pela interlocução manual de Zenilo, que soca seu companheiro de trabalho.
Com ele no chão, Zenilo aplica um série sequenciada de chutes nas costas e cabeça, até que os dentes pulem para a parede. O estagiário que passava por ali e olhava assustado recebe uma joelhada no estômago e outro no nariz.
Zenilo, levanta uma cadeira e a atira na janela de sua sala, dando a ela a liberdade de 15 andares. Um segurança da empresa chega pra segurar Zenilo, que lhe soca a cara e toma a arma. Um pontapé aplicado ao queixo faz com que o segurança acabe sentado na cadeira atirada momentos atrás.
Com a arma em mãos, Zenilo dispara 6 vezes:
- Garrafão d'água;
- um passáro;
- nada;
- janela no canto oposto;
- prédio vizinho;
- a si mesmo, na cabeça.
Zenilo encerra sua fúria contra si mesmo. Bota um ponto final e aperta em publicar.
Bullet in the head - Rage Against the Machine
WANTEDVencedores de um concurso de charges e HQs. Mais detalhes |>>>|. Boa, não?

I found a reason - Cat Power
A lida imita a arteOu seria a 'vida imita a arte'? Se perdia nesse devaneios o escritor amante. Era amante, não amador. Fazia por amor e sempre ia 'até as entranhas da literatura, causando onomatopéias ofegantes e prazeres em caixa ALTA'.
Nesse devaneio do narrador, o personagem Autor já partiu pra outro devaneio, que continua a idéia lá de cima. Como o personagem Autor parou pra fumar um cigarro (escritor maldito, saca?), recupero tudo pra que você não se perca. Voltando:
A lida imita a arte. Ou seria a 'vida imita a arte'? Se perdia nesse devaneios o escritor amante. 'mas a arte é imitação da verdade'. Só pode haver arte se houver uma imitação a fazer e uma vida a imitar. e dessa imitação pode surgir um valor maior que aquele de origem. se não acraditar nisso, não serei capaz de mímesis, nem de karthasys...
Corta. Na minha história ninguém fica falando coisa sem sentido. Tá virando grego!
Tu deveria é narrar, isento e sem intromissão.
Você tem inveja por ter sido escalado como narrador auxiliar.
E tu tem sorte de eu estar aqui pra organizar as coisas pra ti!
Organizar? Você tá mexendo em parágrafo e espaço, sem marcar turno de fala, confundindo nós dois na cabeça deles. A culpa é tua, não minha. Não aceitarei culpa que não me é minha. pois sabe você tu que eu tu devemos por que eu continuar por o enredo a história é teu não antes que percamos meu o ponto foda do texto-se.
Como é assim? mesmo. FOvai toDMar no mei-So do ScuE.
kaggjkghoubjk\\hg\hjj\jhooohuoçjjb. \zahgdtqrresqwreyftyubvn kjloni!!!!!Quero-te assim - Toranja
COPA! COPA!Esses palpites foram feitos por um cara que gosta de futebol mas está algum tempo afastado das telinhas, tanto em virtude de torcer para o Corinthians como pelo desintresse pelo momentâneo.
Isso porém, não impede que eu pire na época da COPA!
ei o meu jogo a jogo da Copa.
PALPITES:
Grupo A
Ale 2 X 0 Cos
Pol 1 X 1 Equ
Ale 1 X 0 Pol
Equ 3 x 0 Cos
Cos 1 x 2 Pol
Equ 0 x 1 Ale
Ale- 9
Cos- 0
Pol- 4 (0)
Equ-4 (2)
Grupo B
Ing 1 x 0 Par
Tri 0 x 3 Sue
Ing 4 x 0 Tri
Sue 2 X 1 Par
Par 3 X 0 Tri
Sue 2 X 1 Ing
Ing- 6
Par- 3
tri- 0
Sue- 9
Grupo C
Arg 1 x 1 CoM
Srm 1 x 3 Hol
Arg 2 x 1 Crm
Hol 2 x 1 CoM
CoM 3 x 2 SrM
Hol 2 x 0 Arg
Arg- 4
CoM- 4
SrM- 0
Hol- 9
Grupo D
Mex 3 x 1 Ira
Ang 2 x 2 Por
Mex 2 x 1 Ang
Por 3 x 0 Ira
Ira 0 x 2 Ang
Mex 2 X 2 Por
Mex- 7
Ira- 0
Ang- 4
Por- 5
Grupo E
Eua 1 X 2 Rep
It 2 x 1 gan
rep 3 x 2 gan
it 1 x 1 eua
rep 1 x 2 it
gan 2 x 2 eua
Eua- 2
Rep- 6
It- 7
gan- 1
Grupo F
Aus 1 X 2 Jap
Bra 2 x 1 Cro
Jap 0 x 2 Cro
Bra 3 x 0 Aus
Cro 4 x 1 Aus
Jap 1 x 2 Bra
Aus- 0
Jap- 3
Bra- 9
Cro- 6
Grupo G
Cor 2 x 1 Tog
Fra 2 x 0 Sui
Fra 1 x 1 Cor
Tog 2 x 1 Sui
Sui 1 x 1 Cor
Tog 1 x 3 Fra
Cor- 4
Fra- 7
tog- 3
sui- 1
Grupo H
Esp 2 x 2 Ucr
Tun 2 x 1 Ara
Ara 0 x 3 Ucr
tun 1 x 4 Esp
Ara 0 x 3 Esp
Ucr 3 x 1 Tun
Esp- 7 (primeiro)
Ucr- 7 (segundo)
Tun- 3
Ara- 0
OITAVAS
1) 1A (Ale) X 2B (Ing)= 1 x 2
2) 2A (EQU) X 1B (SUE)= 1 x 3
3) 1C (hol) x 2D (por)= 2 x 0
4) 2C (CoM) X 1D (mex)= 2 x 2 (CoM 4x2-PEN)
5) 1E (it) X 2F (Cro)= 1 x 1 (it 1x0 - PRO)
6) 2E (rep) X 1F (Bra)= 1 x 2
7) 1G (Fra) X 2H (Ucr)= 1 x 1 (Ucr 5x6-PEN)
8) 2G (Cor) X 1H (esp)= 1 x 3
QUARTAS
A) 1 X 3= ING 1 X 3 HOL
B) 2 X 4= SUE 2 X 0 CoM
C) 5 X 7= IT 1 X 1 UCR (Ucr 3x4-PEN)
D) 6 X 8= BRA 2 X 0 ESP
SEMI
I) A X C= HOL 3 X 1 UCR
II) B X D= SUE 2 X 2 BRA (BRA 0X1-PRO)
TERCEIRO:
UCR 2 X 4 SUE
FINAL:
HOL ? X ? BRA
Senhora tentação - Cartola
As diversas quedas
a folha seca
olha para o homem
e hai
cai
.
.
.
He war - Cat Power
As diversas quedasVocê ainda lembra da sua infância?
Não estou pensando em primeiros amores ou brincadeiras marcantes. Falo daquela idade em que se é um bebê e não se é capaz sequer de falar.
Tenho um amigo que lembra de, sentado no sofá de sua casa, jogar um objeto amarelado longe. Era a carteira de cigarro de seu pai, que viu naquilo um sinal para que parasse de fumar.
Conseguiu até o dia da separação, quando aceitou um cigarro desse meu amigo que anos antes, em formato bebê, jogara pela janela uma carteira de Camel. Ele fuma Carlton.
Outro amigo meu lembra de estar sentado num tapete sobre o teto de um fusca verde. E de que o sol beliscava sua face e o tornava amarelo.
Esse não fuma, nem assistiu separação dos pais, embora queira projetar um computador que funcione por luz.
Eu me lembro de meu pai com os braços abertos e sorrindo, enquanto eu dava um passo frágil e caía. Levantava, re-equiibrava e caía.
Meu pai sorria (não ria), por isso me dava confiança e a oportunidade de seguir.
Nos braços dele. A memória dá um salto e perco toda minha via vitoriosa, com sabe-se lá quantos passos.
Aqui, andando pela calçada, vejo meu pai de braços abertos na esquina. Caminho trôpego até ele.
O vinho me empurra para um lado, eu me seguro na lixeira.
A vodca me amarra os fios invisíveis do pé, eu me asseguro num muro semi destruído.
O bilhete dela no bolso da calça empurra pra fora parte do vinho, da vodca, dos sanduíches, de mim e de meu amor próprio.
Limpo o rancor azedo no canto da boca e olho pro meu pai sorrindo. Sem represálias. Sorrindo.
Ando até ele e o desespero me empurra para seus braços.
Caído na calçado, procuro meu pai. Ele se foi e não voltou. Ele nunca esteve aqui.
Pai, ó pai: por que me abandonaste?
Carta - Toranja
As diversas quedasO prazer da dor da queda, o aprendizado e esquecimento, acontece nas pequenas e grandes alturas.
Com homens e colheres, mulheres e objetos.

Live forever - Oasis
As diversas quedasAlgumas vezes, não precisa cair.
O chão (num golpe de marketing, uma espécie de queda delivery) vem até você.

Dura na queda - Chico Buarque
As diversas quedasDario, caido no chão. Ao seu lado uma vela em constante batalha com o vento. A roda de Samba da morte já veio, ali em torno de Dario.
Contorno de si mesmo, Dario fluia para fora de si.
Já vão 2 horas da queda. E Dario, continua, deitadinho pequeno, esperando. A multidão, incomodada com o final do espetáculo que não chega nunca, começa a vaiar Dario.
Afinal, o carro branco, que pára atrás de Dario. O rapaz sardento, assustado diz o prólogo, na frente do palco improvisado:
- Ele caiu faz tempo. Acho que morreu antes do final da queda.
(Sem dúvida, essa queda começara muito antes)
Os brancos 2, 3, 4 e o rapaz sardento jogam dario numa maca e o levam para as coxias.
As cortinas (logo após as portas) fecham.
Aplausos (ainda) em pé.
A sirene faz os agradecimentos.
Just - Radiohead
As diversas quedasO moço, tão leve, tom simples, andava pelos campos de soja de Campos Sales.
Caminhava lento, atento aos ramos que dançavam ao sabor do vento.
Passeava a mão, sentia os dedos tocarem cada grão. A densidade, a pureza, a cor de cada planta, nele, e a sutileza.
Os pés tropeçavam no invisível, batiam forte contra si mesmos, conversavam o indizível. O chão quente, como que chamando cada elemento pra si, como alimento, como aumento de si.
Continuou o moço, reto, até que encontrou o poço, mal coberto. Caiu inteiro e desperto. No deserto de viver, sumiu da memória. Sem personagem pra escrever, desaparece da história.
Foi toda sua, inglória, queda.
In time - Cosmic Rough Riders
Mil noites sem fioEstava no ponto de ônibus. As mulheres atrás de mim conversavam. Falavam sobre um moço que casaria:
- Ele estava em sua casa, uma hora antes do casamento, dedicando todo seu tempo a ficar nervoso e apreensivo e comer salaminho, quando atendeu o telefone. Era o Tadeu, seu amigo falastrão. Começou a lhe contar uma história:
"Um homem entrou numa casa abandonada e resolveu morar ali. Mas percebeu, enquanto arrumava as tranqueira e abandonadices a seu gosto, que tinha uma frase na parede da casa. Era uma espécie de carta:
'Meu nome é Cairo, 35 anos. Vou dizer a você (seja quem for que irá me ler) uma profecia, contarei como será minha morte. Essa tinta não sairá da parede, nem minhas palavras de sua mente. Serei morto por um homem de bigode com um castiçal na sala de leitura. Esse homem fará isso por causa de um livro. Estará escrito nesse livro:
Não há sanidade entre um ponto e outro do homem. Isso faz com que as coisas terminem como comecem, pois não podem ir até o outro lado. Eu lhes contarei uma história que vi quando guri, sobre um rapaz. Esse rapaz tinha um diário, e certo dia, escreveu o seguinte:
Estava no ponto de ônibus. As mulheres atrás de mim conversavam. Falavam sobre um moço que casaria...
Ouvi contar - Sá, Rodrix e Guarabyra
Batendo o cartãoTerminei meus fazeres de cunho profissional. Também dei cabo da proposta intitulada de Maratona Blogue. Também parei de frescura pra falar. Ou melhor, escrever.
Eis que a chuva me concede uma trégua na hora de ir embora.
Espero que não seja uma armadilha vil de Xu-Wah, o vingativo senhor das águas-que-de-cima-vêm, por não ter eu lhe pago o tributo a que sou obrigado: portar o guarda-chuva.
Agora, daqui pra aula de Brasileira III, uma sopinha do RU e um café da cantina. Entre eu e meus simples desenhos, Xu-Wah e sua vingança impiedosa e fluida.
Para amanhã, as mesmas bobagens de sempre, uma única vez por dia.
Cheated hearts - Yeah Yeah Yeahs
No meio do turno da tardeEntão, penúltimo passo da Maratona Blogue'. Se você não percebeu, rolou um post a cada hora (mais ou menos) que estive aqui.
Explico aqui pra poder fazer um texto que não meta-texto no último post do dia.
Na última hora fiz textos de até 233 caracteres, encontrei um disco do Morphine e pensei sobre o que escrever aqui.
Não descobri.
Yes - Morphine
No meio do turno da tardeOntem assisti a um documentário sobre o Integralismo. Duas coisas:
a) é certo renegar a obra literária de Plínio Salgado, do modo tão velado que é feito? Ainda não li (nem sofri incentivo) mas tem uns caras bem medíocres nas leituras obrigatórias. Trarei novodades em breve sobre os textos ficcionais de Salgado. Aguardem mais informações por aqui.
b) A princípio, os integralistas deveriam lutar contra os fascitas (e demais regimes nacional-socialistas). Mas eles partiam do mesmo princípio e, por caminhos, diferentes chegavam à mesma conclusão:
Elites capacitadas governando e educando os demais pela honra e pela moral (deles), com a graça de Deus.
Deus me livre!
Next exit - Interpol
Voltando...Entre 1 hora no banco, translados e internet lenta, volto ao texto.
No caminho de volta pra cá, pensava: não é só questão de opção os textos serem tão pessoais.
Numa produção de 1 por hora, não tenho tempo de ficcionalizar decentemente. Poderia fazer história do que acontece comigo, usando símiles ou aumentando.
Mas acho que a idéia é algo meio American Splendor, bem honesto e verdadeiro.
Se bem que sempre que eu conto uma história, é só uma visão dela. E desta visão não podemos garantir exatidão, ainda mais por se tratar de uma história acontecida comigo. Ou seja, o autor que cria o narrador está completamente envolvido e, portanto, não é nada isento.
Toda essa verdade daqui é apenas uma ficção de mim. Talvez meu personagem mais próximo de mim. Tão próximo que já não se reconhece Lielson suficiente nele...I just can't get it enough - Nouvelle Vague