segunda-feira, maio 24, 2010

As copas estão chegando

Desde 1994 eu acompanho a Copa do Mundo da FIFA (FIFA Worlds Cup) com dedicação. No ano do tetra e na desgrameira da França, vi todos os jogos possíveis - os impossíveis eram os que tinham o mesmo horário.

(inclusive fica aqui o pedido de um cidadão honesto, que paga seus impostos e vê as propagandas dos patrocinadores: sem jogos no mesmo horário. Porra, Fifa! Porra!)

Em 2002, quase reprovei em uma disciplina de marketing (é, eu me formei em publicidade) porque troquei diversas aulas por jogos da Copa. Como não reprovei, vejo essa situação como a mais pura vantagem.

Em 2006, eu trabalhava o dia todo. Ainda assim, ajustava meus horários de almoço pra poder ver a etapa decisiva de vários jogos – acho que vi todos os jogos da Itália. O resto ouvia pela internet numa rádio inglesa, que eu obviamente compreendia muito pouco.

Em 2010, estarei trabalhando e vou ver todos os jogos das 15h e ouvir no rádio o das 11h. Mas o que vou sentir falta é não poder ver jogos da Viva World Cup.

Isso, VIVA world cup.

A FIFA se gaba de ter mais filiados que a ONU. Mas isso não quer dizer que todas as seleções do mundo estão no quadro da entidade máxima do futebol.

Quem ficou fora da Festa da FIfa, não se acanhou e montou a sua: a NF-Board é uma entidade paralela que congrega os não fifados no certame chamado VIVA. O site da entidade mínima do futebol é este, mas existem melhores informações na boa, velha e não confiável Wikipédia.

Esse ano, em sua quarta versão, o torneio mais importante da federação menos importante do futebol será disputado no Gozo.

Isso. Gozo!

A Lapônia tem a honra de ser a primeira campeã mundial da Viva (é, a terra do Papai Noel); já a Padânia é bicampeã e atual detentora do caneco.

veja todos as seleções filiadas:

 

Download now or preview on posterous
nfb-affiliated-fa_2.pdf (1149 KB)

 

Mas nem a presença do tibet entre os filiados faz com que tudo seja paz e harmonia na NF-Board . Houve dissidência  em relação a organização da primeira VIVA World Cup e o pau comeu. Nessas surgiu a nova entidade mínima do futebas: a KTFF, organizadora do ELF.

ELF, óbvio, é Equalité, Liberte et Fraternité. Óbvio!

KTFF, que é a federação de futebol do Chipre DO NORTE, infelizmente, não trouxe a furo outro torneio ELF, sendo seu único campeão a seleção, vejam vocês, do Chipre do Norte. Coincidência?

Não há menor dúvida que falta ao mundo descobrir esses dois saborosos torneios. Eu apostaria que uma seleção da Linha Formiga, no interior de Francisco Beltrão, não faria feio e poderia trazer essa honraria pro Brasil. Fica aí a provocação!

Eu, do meu lado, pelo menos até que se organize a seleção beltronenese, sou torcedor do Tibet.

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Eu e o Thom.

 

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segunda-feira, maio 10, 2010

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA - v. atualizada

Esse texto saiu no meu abandonado blog do Tipos (se não chamo o que faço com este aqui de abandono, magine só a situação do outro...).

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Uma pequena retrospectiva da iconografia da Coringa.

 

Primeiro aquela que possivelmente é a inspiração para a imagem do personagem, o filme mudo <i>O homem que ri</i>: http://www.comixconnection.com/uploaded_images/ManWhoLaughs-726958.jpg O primeiro coringa das HQs, por Bob Kane, criador do Batman (1940): http://www.jokerfanpage.mynetcologne.de/images/Kane-Joker.jpg Nos anos 60, Dick Sprang desenhou o jóquer. O personagem aqui era mais infatilizado: http://www.blackwolf-images.com/images/wbg/batm/bg005_sprng.jpg O primeiro Coringa em movimento, daquele seriado do Batman gordo, César Romero - percebam que ele tem bigode:

O coringa bonachão do Super-amigos que passava na Xuxa:

http://images3.wikia.nocookie.net/marvel_dc/images/thumb/2/23/Joker_-_NAB_01.... <i>A piada mortal</i> (1988), uma das melhores histórias do morcego de todos os tempos. Roteiro de Alan Moore e arte de Brian Bolland – muito da personalidade do Coringa no filme <i>Batman – Cavaleiro das Trevas</i> foi apresentada nesta HQ:

<i>Asilo Arkham</i> (1989), outro épico dos bat-quadrinhos. Escrito por Grant Morrisson e ilustrado magistralmente por Dave McKean, como em <i>A piada mortal</i>, o loucura do Coringa é melhor dimensionada. A idéia do palhaço vai sumindo em detrimento ao avatar da força caótica:

http://www.24hourmuseum.org.uk/content/images/2007_1408.JPG O classudo Jack Nicholson, que carregou o filme de Tim Burton de 1989 nas costas:

http://florestas.files.wordpress.com/2007/03/jack_nicholson.jpg O sombrio desenho animado dos anos 1990, com um coringa bem caricato, pelo mesmo criador do Freakazoid, Bruce Timm:

http://img.photobucket.com/albums/v510/DenzilVoorhees/ed486e80.jpg Nessa arte de Alex Ross, vemos uma personagem surgida na série animada (a Arlequina) e um jóquer que lembra Jack Nicholson:

http://www.posters57.com/images/AlexRossJoker.jpg Um curta que era o melhor filme do morcego, <i>Batman: dead-end</i> (2003), até a franquia de Christopher Nolan. Aqui, o coringa é bastante parecido com o da série animada da década de 90:

http://www.starland.com/news/2003/images/030724joker.jpg E o melhor de todos, Heath Ledger (2008):

e as ainda mais assustadoras artes conceituais do filme, que acbaram amenizadas:

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domingo, abril 11, 2010

Domingo e a dor de cabeça

foto por Mark Jenkins, disponível em http://www.xmarkjenkinsx.com/

 

Teve uma época da minha vida que achei por bem acolher uma dor de cabeça dominical e, como se o desagradável fosse uma lagoa onde minha cabeça afundasse assim convivia: uns iam a missa; a mim vinha as dores de cabeça.

como o tempo, a dor foi se profissionalizando a ponto de me fazer escorar as paredes mais próximas de mim, pois poderiam cair tamanha insatisfação minha cabeça acusava.

me formei em publicidade, passei no vestibular de Letras e entrei no mestrado usando a técnica da cabeça doída. e o quero coisa de domingo virou roupa de bater todo dia.

certo domingo me dei conta do problema, quase que por acaso, quase que sem querer, quase que por quase: enrolando meus cabelos distraído diante de um chato campeonato inglês de football encontrei lá um objeto pontiagudo.

imediatamente o retirei de minha cabeça e percebi que era uma espécie de barra inclinada que mantinha seu ângulo de 45 graus em relação ao mundo não importa o que acontecesse. avaliando o material e comprando com materiais similares de uma apostila sobre tipografia, entendi se tratar de um acento agudo.

fiquei preocupado se aquilo não prejudicaria minhas, à época, idéias. mas percebi que o acidente da solução me tornava um homem de vanguarda e que ideias não precisam de acento, precisam de clareza.

minha cabeça ficou, desde então, doida, mas não doída. guardei o agudo no armário, caso eu precise fazer outro vestibular. ou outra reforma ortográfica.

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quarta-feira, março 31, 2010

Trinta nanquim

 

Quando acordei de sonhos esquecidos, ele já tava lá: o Senhor Trinta.

preparei uma batida de banana, mamão e maçã com leite e perguntei:

- não era pra ser só as 4 e meia?

-sabe como é essas coisas... fui vindo todo dia. quando a gente viu já tava aqui.

- claro, claro

ele aprovou a batida.

- tenho que ir pro trabalho, mas se quiser, podemos jogar uma partida de PES 2010...

- não sei se tenho idade pra isso...

- qualé, vamo lá. vou te moer.

- vamos ver então.

depois dos 15, só sejoga videogame com alguém pra conversar. perguntei:

- e o que está achando da sua nova casa?

- olha, gostei viu: sem dramas nas janelas, puffs conofortáveis, e alguma boa vontade nas paredes

- sabe se vai ficar muito tempo?

- cara, eu só venho pra ficar. e nunca vou embora, me deposito ali na dispensa. aliás, arruma uma colcha pro Senhor Vinte?

- claro, claro...

 

me levantei e vim pro trabalho, pruma fila institucional de parabéns.

ah, 3 a 0. pra mim.

 

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terça-feira, março 23, 2010

Do blog Universo HQ

Politicamente correto

Nos últimos dias, tenho lido bastante sobre a censura, nas mais diversas formas de expressão artística, mas particularmente nos quadrinhos. A censura hoje está escondida sobre o manto do politicamente correto.

Quando você compra um livro, de modo geral, não existe uma classificação etária sugerindo que esta ou aquela obra só possa ser lida por adultos ou pessoas maduras. Não é o que ocorre nos quadrinhos, principalmente nos Estados Unidos, país onde a HQ precisa de bula para alertar pais, censores e os chamados defensores da moral e dos bons costumes.

Recentemente, o Brasil também voltou a entrar nessa dança e teve alguns incidentes relativos à adequação dos quadrinhos, classificação etária e um pequeno surto histérico sobre a importância dos bons costumes e a “devassidão” da nona arte.

Você já deve ter notado que só os frequentadores e os vendedores das comic shops é que são presos com a compra ou venda de uma revista considerada inapropriada por um motivo qualquer. Ninguém é detido comprando na Amazon, na livraria da esquina ou no jornaleiro (se bem que nos Estados Unidos faz tempo que não se vende quadrinhos em bancas de jornal).

Quando uma criança assiste a um programa de TV às 23 horas, e, portanto inapropriado para sua idade (uma vez que as TVs se autocensuram adequando sua programação para os horários nos quais se imagina que as crianças – todas elas anjos de inocência – já estejam dormindo), ninguém bate na porta da sua casa para punir os pais que permitiram tal ato.

E são raríssimos os incidentes nos quais um cinema é multado ou fechado por permitir a entrada de jovens para assistir a um filme inadequado à sua faixa etária.

Nos quadrinhos estadunidenses é comum que toda a indústria crie rótulos, classificações, se autocensure de acordo com os interesses de lojistas, distribuidores e outros grupos com a desculpa que estão defendendo o artista e o mercado de HQs.

Depois de ler uma série de textos escritos por Frank Miller, Alan Moore, John Byrne, Mark Evanier, Amanda Conner, Neil Gaiman, Steve Bissette, relativos à censura nos quadrinhos nos últimos 30 anos, tive um surto mental e rapidamente produzi a tirinha abaixo, inicialmente postada no meu Flickr, e reproduzida aqui a pedido do Sidney.

Politicamente correto 01

(Clique na imagem - reduzida para não atrapalhar a diagramação - e depois em all sizes para ampliar)

Texto e HQ pelo mestre Sergio Codespoti, do time - que mui galardamente faço parte - do Universo HQ.

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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Hoje, me engasguei...

Hoje me engasguei pela primeira vez na vida. quer dizer, foi a primeira vez que me engasguei a ponto de perder o ar e a morte ser uma possibilidade real, ao menos percentualmente. tossi tanto que doeu as costelas. aliás, que ainda dói as costelas.

se eu fosse mais poeteiro poderia dizer que foram as palavras se engasgando em minha garganta, dado o tempo em que não as ponho pra se divertir, só as conduzo aos campos dos roteiros de videoaulas para pastarem um pouquinho e rodear a cerca.

se eu fosse mais 'alma rebelde' - 15 anos atrás, metade dessa história contado pelo tongo, cheia de cor e cura - diria que me engasguei com a insatisfação de dar a própria individualidade, o bom senso e se dobrar pelo dinheiro que pingam no final do mês.

se eu fosse um ator de cinema mudo, com alguém atravessando o compasso na pianola no meio da sessão. eu prestaria atenção na plateia com pipoca e manteiga, daria uma limpada nos óculos cênicos e voltaria para dentro batendo os calcanhares no ar.

se eu fosse um descrente à espera da sua rendenção no liagre que naõa acredito, diria que é um aviso de que está na hora de recomeçar.

se eu fosse um médido, não tocaria no paciente, chutaria a causa mais provável a partir de um diagnosticado mal escutado e o despacharia pra terminar de ver TV.

mas, infelizmente para Haroun e Promethea, era só um arroz na contramão. sem graça, sem metáfora, plasticidade.

preciso rever meu conceito de acidentes poéticos.

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quinta-feira, janeiro 14, 2010

Metereologicibilidade

Tem chovido à cântaros em Curitiba - graças, nenhum cântaro desses escorregou vitimando algum guarda-chuviunte.

mas os papos fáticos (a função fática é um teste do canal comunicativo), é claro, são metreológicos.

pensei como seria legal se em vez de clima as entradas de discussão fossem sobre... eletrônica?

- boa tarde! Esses resistores de baixa impedância estão rebaixando o ganho de saída de todo mundo!

- acho que o pior são os capacitores de nano faradays, que não estão modulando adequadamente a corrente!

não, não seria legal. que tal se todo mundo comentasse quadrinhos?

- oi, Irma! quanto tempo...

- pois é, Judite, pois é... e aí,muita correria?

- sim, ainda mais depois que acabou o Invasão secreta da Marvel e começou o reinado Sombrio.

- ah, menina.... nem me importo mais. só leio Tex. aquilo sim que é homem...

mas se não pegou nem nos EUA, não vai rolar aqui no brasil.

podíamos comentar futebol também. Isso sim, mais brasileiro. se bem que esse até é comentado. mas seria legal se fosse um pouquinho diferente.

Pensando bem, o clima até que é legal. calor do caramba, né? é por causa da chuva que tá se armando...

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sexta-feira, janeiro 08, 2010

A contraseriedade

quem me conhece, sabe de minha difícil relação com a comédia. ou melhor, com os filmes de comédia. e relação tem tudo a ver.

pois é na não relação que tudo acontece. ou melhor não acontece.

não rio com o Jim Carrey, talvez naquele filme lá, e só.

não acho graça no clássico Pete.

detesto Bohat e tudo que esse cara faz. me entedia.

mas isso não faz de mim um cara sério, sisudo. só não tenho as sinapses necessárias pra rir dessas coisas.

 

rio com o Monthy Python. e vendo a cerimônia de enterro de um deles eu entendi o porquê.

é sério. não é um quadro. é um enterro mesmo. aliás, não é sério. eles não se levam a sério. nada é levado a sério. nem a comédia. comédia que se leva a sério me chateia mais que pessoas que se levam a sério. blogs que se levam a sério me entediam também.

se quero me levar muito a sério, não escrevo. ou isso é só uma desculpa de um cara que quer se levar a sério, sem parecer nada tão sério assim?

isso tá começando a perder a graça. se é que um dia já teve...

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quarta-feira, dezembro 30, 2009

Ouvindo... toques?

- Doutor, tô com um problema no ouvido, fico ouvindo um barulho estranho, constante, mas pouco intenso.

- hmmm... o que ouve é regular? Digo, escuta o tempo todo, sem interrupção?

- me parece que sim, nesse momento tá aqui, me acompanhando: tec-tectec-tec... e continua...

- a-rã... preste atenção no seguinte: você ouve enquanto eu falo?

- fale alguma coisa aí, doutor...

- bem, é que tive um paciente com um caso semelhante ao seu, mas no caso dele, descobrimos qual era o som que ouvia e...

- não.

- como não? Eu sei do que eu tô falando!

- não, eu não ouço enquanto você fala...

-ah, certo! procure descobrir qual som é...

- por que você não me diz logo?

- porque não quero influenciá-lo. Volte aqui amanhã no mesmo horário. Até lá, tente descobrir qual som é esse.

- tá bom... até amanhã, doutor!

- adeus!

(...)

- buenas, doutor. Eu descobri.

- olá, tudo bem? O que você descobriu?

- o barulho que eu ouço; o tal téc-téc-tectec!

- ah, sim! e o que você que é?

- eu ouço um teclado!

- teclado como no The Doors? Tã-tatataã-tarãraãaaaaa...

- não, não, teclado de computador!

- então, é isso: estamos diante do mesmo caso. Você não é o primeiro que atendo com isso. chama-se síndrome de Morrison.

- Tipo...

 

- não, não. O outro... mas isso não é importante. Eu tive um paciente que ouvia o som de máquina de escrever

 

 

 - E outro que ouvia do som da pena riscando o papel, mas esse já tinha um caso clínico anterior

 

 

- que estranho, doutor. Isso é grave?

- é irreversível e decisivo, mas não chega a ser grave. Só se mal conduzido.

- mas o que é exatamente que essa síndrome de Morrison causa?

- certo: vamos com calma. Quando alguém usa um teclado ou uma máquina de escrever?

- quando escreve.

- certo! e quando você ouve um desses...

- alguém está escrevendo.

- certo de novo! se só você ouve e somente enquanto fala...

- alguém está escrevendo minhas falas!

- isso aí! E se alguém escreve suas falas, isso significa que você é um personagem de ficção.

- nãããããããããããooooooooooooooooooooooo

- acalme-se, isso é ótimo. Agora você sabe que não é culpado de coisa alguma. Todas as suas cagadas, ops, erros e quívocos foram criadas por alguém.

-...

- se bem que todos os seus méritos também...

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quarta-feira, dezembro 23, 2009

A bolsa de maria estourou?

ttp://chaoskids.com/ROBOTS/SANTA/cover_big.jpg

Papai Noel existe. À modinha de Mario de Andrade, fundo o manifesto provocativo, cuja a função é contestar o rodriguiano óbvio que ulula(lá),  o encerro nesse ponto final.

Aliás, Papai Noel existia. vou te contar o que se passou só lembrei desse história depois que vi:

O dia era 23 de dezembro e levantei pra tomar água. eu morava em Francisco Beltrão ainda. era umas 3 da manhã. na verdade, eu não sei dizer, porque eu não tinha relógio na época.

percebi que Bob e Lucy (os felinos) não dormiam em seu cobertor azul, mas e daí? os gatos são animais existencialistas! ao entrar na cozinha, ele tava lá, coçando a barba:

- entra aí, moleque. calor da porra nesse Brasil, hein? caralho...

- papai Noel?

- papai, não! vai ver se tenho filho que nem você. francamente.

enquanto falava, ele girava a toca na mão e bebia em uma caneca. 

- o que tu faz aqui? perguntei, enquanto ele tirava o casaco. por baixo ele usava uma camisa da seleção do Sápmi.

- então, pensei em adiantar um pouco do serviço e já entregar, mas daí olhei pra vodka, ela olhou pra mim, sabe como é... eu entendi porque ele tem a cara tão redonda. ele continuou:

- sabe, os sindicatos místicos são muito complicados: pedi pra sair. tô cansado. me ofereceram vaga de espírito de natal! falei: justo eu que sou tão cético, virar um espírito, é demais, né? acabou que não vou nem fazer esse natal. acabou papai noel. sou só Noel agora. tava pensando em virar compositor. Noel Rubro, sacou?

eu não saquei. na época não. ele se levantou, pôs a luva e bateu no meu ombro:

- falou, guri.

- feliz natal, Noel. 

 

soube, anos mais tarde que o Noel trabalha em programas infantis, respondendo cartas e e-mails do público. sei lá se é verdade.

 

http://songza.fm/~0l5ftn

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domingo, dezembro 13, 2009

Elementos da teoria da comunicação: o ruído

é por causa dele, o Sr. Ruído, que na casa da comunicação tomam-se largos goles de redundância. dá pra pensar numa oposição entre a redundância e o ruído.

o ruído é um estrangeiro: vêm de fora, tratando de outros temas, puxando outros assuntos, fazendo um delicado estardalhaço, jogando tintas, batendo portas.

não é a primeira vez que falo sobre esses malditos: o som do ruído/mm me põe num intervalo, em queemudeço. eu ouço eles, e ali na frente do palco, a redundância da rotina perde pra aqueles sons, barulhos e algo que jé me faz perder os vocábulos entre as camadas de guitarra e as afinações fantasmagóricas - aqueles pedais prendem almas, eu sei.

que bom que a Van conseguiu achar um léxico pra pôr voz em cima daquele instrumental. ela escreveu 3 (?) histórias a parir de 3 canções desses 3 vezes devaneadores. ela pôs ruído verbal no meio de uma beleza instrumental. e ouvi dizer que isso é só o começo de outras interferências.

os textos estão no site da Mojo Books. Mas o tio facilita a leitura de vocês, com links diretos - basta clicar no leia - e as músicas correspondentes:

Novíssima

Stravinsky sky

A praia

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quarta-feira, dezembro 09, 2009

Eles estão chegando!

eu sempre curti histórias de teorias da conspiração, dominação mundial e aquele lance da Terra Oca. e vi seriados, filmes, li livros e quadrinhos. a té tirrei sarro d eum amigo que dizia se cagar do filme Scanners.

mas quando eu descubro que luzes estranhas em formatos simétricos e tomados deram um showzinho na Noruega, eu fico com o cu na mão e agradeço que eles não estejam na Copa.

Os cientistas, sem palpites comprovados em laboratório ainda, chutam barbaridades como lançamentos de mísseis; ufólogos pululam e batem palmas; fervorosos na fé podem pensar num warm up do arrebatamento; alguém vai dizer que é um balão metereológico; eu queria que fossem só uns adolescentes sem noção com novos aps para seus Iphones. mas acho que não é.

eu sei, e só isso que sei, que isso me dá arrepios. vou por mais um cobertor na cama, pra eu poder me cobrir bem durante a noite. e sonhar, que nem quando era criança, que um vampiro senta na cama, perto dos meus pés e fica esperando em tirar a cabeça pra fora das cobertas pra me atacar.

ou seriam alienígenas? demônios? seres de luz?

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terça-feira, dezembro 01, 2009

os melhores do ano

chegamos em dezembro.

na mesma geladeira, com a lista de compras, dá pra pendurar a lista de melhores do ano.

como muita gente vai fazer isso, pensei em fazer uma lista dos piores momentos do ano - isso seria inusitado e particular. até o brasileirão tá acabando - esse campeonato é tão longo, que nunca acho que elevai conseguir acabar.

percebi que o ruim me deixa uma sensação mas não um fato concreto de lembrança. por issso, em vez de fazer qualquer lista, sugiro que leiam os quadrinhos Umbigo sem fundo e Retalhos e que vão em um show do Radiohead e que se divirtam com isso:

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terça-feira, novembro 24, 2009

Estudo dos tempos e movimentos

Vivemos tempos. tão estranhos, mas tão estranhos, que os tempos sequer se banham em adjetivos.

Vivemos tempos.e um de cada vez. se eu fosse músico poderia falar de movimentos e evoluções em sinfonias, e de ritmos e andamentos em sonatas, valorizando com este os tempos e com aquele os movimentos.

"Não, cara. eu não posso assinar. tenho filho pra criar entende? você entende, né? mas eu sauper apoio o..."

Movimento. uma ação, um drama do corpo em resposta ao mundo. um improviso impensado. um movimento acontece dentro de uma caixa de tempo. e as caixas de tempo só podem ser vistas quando enchem-se de movimentos. senão ele passa.

"olha, mal aí. pode ser ruim pra vocês, mas eu vou ganhar um monte de hora extra. não assino. vai almoçar já?"

de movimento em movimento, esvai-se o tempo. e com o tempo, esvai-se, afinal vivemos tempos.

"eu sabia que era perda de tempo..."

Quanto tempo já se foi pensando em tempo passando, em tempo pasado? o tempo está em movimento. e em movimento célere. quando se vê, não há amis o que ser visto: já foi passou. acabou.

"senhor? está na hora..."

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quinta-feira, novembro 19, 2009

Ato 5

 

Hoje tem lançamento da revista do André Diniz e do José Aguiar lá na Itiban. O Zé é um dos quadrinistas mais fodas do Brasil. quem duvida, dê uma olhada na variedade de estilos de Quadrinhofilia, outro álbum do cidadão; o André Diniz é outor monstro. roteirista de primeira linha, publicou o ótimo 7 Vidas.

falando em Itiban e Ato 5, tá aqui minhas observações sobre a revista, no blog da Itiban.

Simbora lá. é hoje às 19h!

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